JOÃO BOSCO & HAMILTON DE HOLANDA "Eu Vou Pro Samba"

  • 08/04/2022
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JOÃO BOSCO & HAMILTON DE HOLANDA "Eu Vou Pro Samba"

JOÃO BOSCO & HAMILTON DE HOLANDA no show “Eu Vou pro Samba” é o encontro de dois dos maiores nomes da música brasileira contemporânea, reverenciados mundialmente pela virtuosidade e inventividade: o músico, cantor e compositor João Bosco e o instrumentista improvisador e compositor Hamilton de Holanda.

A intimidade do formato em duo permite que os músicos deem visibilidade à essência dos seus instrumentos e à afinidade artística e musical de ambos. No palco, os artistas celebram o Samba, apresentando alguns de seus temas preferidos em novos e personalizados arranjos.
A noite promete uma experiência única: de um lado, João com sua voz, que soa cada vez melhor, e seu violão mouro cheio de swing. Do outro, a habilidade nata de Hamilton em construir improvisos de cair o queixo.
Cada artista a seu modo construiu uma vitoriosa carreira que, neste momento, conflui nos acordes do samba em um lugar compartilhado: o palco. “Nação”, “Coisa feita” entre outros sambas de João Bosco ganham renovados contornos ao lado de Ary Barroso (“Isso é Brasil”), Dorival Caymmi (“Milagre” e “Vatapá”) e outros tantos compositores que notoriamente contribuíram para esse gênero musical tão brasileiro e tão difundido no mundo, além, é claro, dos grandes sucessos e clássicos de João Bosco.
Evento com segurança
A Fundação Clóvis Salgado estabeleceu uma série de normas para a volta das atividades de forma segura. Para evitar aglomerações, o teatro contará com sinalização nas áreas externas e internas. O uso de máscaras – tanto para visitantes quanto funcionários – será obrigatório do início ao fim do espetáculo.
De acordo com decreto da prefeitura de Belo Horizonte, publicado no dia 2 de novembro, as casas de espetáculo poderão voltar a receber público de até duas mil pessoas sem a necessidade de impor o distanciamento social. Este evento está flexibilizado para lotação máxima.
Todos os ambientes do Palácio das Artes serão higienizados diariamente antes da abertura ao público. Também são disponibilizados tapetes para a limpeza de calçados, assim como álcool em gel 70% para desinfecção das mãos. Para garantir maior segurança dos visitantes, a entrada de sacolas, mochilas e afins não é permitida, para diminuir a contaminação dos espaços.
Os frequentadores também deverão seguir recomendações como evitar aglomerar e conversar, manusear telefone celular, ou tocar no rosto durante a permanência no interior do centro cultural; cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar; realizar a higienização das mãos ao entrar e sair do espaço; seguir sempre as instruções dos funcionários e não frequentar o teatro caso apresente qualquer sintoma de resfriado ou gripe.
Sobre os músicos:
João Bosco
Filho de pai libanês, João Bosco começou a tocar violão aos doze anos, incentivado por uma família repleta de músicos. Suas primeiras influências foram Ângela Maria, Cauby Peixoto, Elvis Presley e Little Richard. Alguns anos depois, iniciou na Escola de Minas em Ouro Preto cursando Engenharia Civil. Apesar de não deixar de lado os estudos, dedicava-se sobremaneira à carreira musical, influenciado principalmente por gêneros como jazz e bossa nova e pelo tropicalismo. Foi em Ouro Preto, em 1967, na casa do pintor Carlos Scliar, que conheceu Vinícius de Moraes, com o qual compôs as seguintes canções: rosa-dos-ventos, Samba do Pouso e O mergulhador, dentre outras.
Em 1970 conheceu Aldir Blanc, aquele que viria a ser o mais frequente parceiro, com quem compôs mais de uma centena de canções:O mestre sala dos mares, O bêbado e a equilibrista, Bala com bala, Kid cavaquinho, Caça à raposa, Falso brilhante, O rancho da goiabada, De frente pro crime, Fantasia, Bodas de prata, Latin Lover, O ronco da cuíca, Corsário, dentre muitas outras.
A primeira gravação saiu no disco de bolso do jornal O Pasquim: Agnus Sei (1972), que trazia no Lado A ninguém menos que Antônio Carlos Jobim, com “Águas de Março”. No ano seguinte, selou contrato com a gravadora RCA, lançando o primeiro disco, que levava apenas seu nome.
Com Elis Regina - e sua incomparável capacidade de garimpar canções -, a dupla Bosco-Blanc ganhou notoriedade: “Bala com bala”, “Dois pra lá, dois pra cá”, “O mestre-sala dos mares”, “Caça à raposa” - registradas nos dois primeiros discos de João, de 1973 e 74, época em que se transferiu para o Rio de Janeiro - , foram algumas das que a cantora escolhera. Pouco tempo depois, ela cravou sua voz nas versões definitivas de “Transversal do Tempo”, em 1978, e de “O bêbado e a equilibrista”, em 1979.
O caldo da parceria engrossou com os passos seguintes: “Incompatibilidade de gênios”, “O ronco da cuíca”, “Falso brilhante”, “Bijouterias”, “Tiro de misericórdia”, “Linha de passe”, “Nação” e dezenas mais nasciam do trabalho com Aldir. Vieram novos parceiros e diferentes bordados: Capinam (“Papel marché”), Antonio Cícero e Waly Salomão (“Saída de emergência”, “Zona de fronteira”, “Memória da pele”), Abel Silva (“Quando o amor acontece”, “Desenho de giz”), Francisco Bosco, seu filho, poeta e ensaísta e talentoso letrista (“Benzetacil”, “Arpoador”, “As mil e uma aldeias”, “Eu não sei seu nome inteiro” e tantas outras). Se compartilhar um disco com o ‘maestro soberano’ Tom Jobim poderia parecer intuitivo no início dos anos 1970, o dado hoje integra seu momento artístico. Seu atual momento enlaça obras de diversas fases de sua carreira e também ‘reverencia a tradição’, relembrando, por exemplo, o próprio Jobim, Paulinho da Viola, Noel Rosa, Moacir Santos.
Hamilton de Holanda
Virtuoso, brilhante e único são alguns dos adjetivos na vida deste músico, que contagia plateias em turnês por todo o mundo, construindo uma carreira de inúmeros prêmios.
Hamilton de Holanda tem 45 anos, 40 anos de música e carrega na bagagem a fusão do incentivo familiar com o Bacharelado em Composição pela Universidade de Brasília, além da prática das rodas de choro e samba. Essa identidade o permite transitar com tranquilidade pelas mais diferentes formações (solo, duo, trio, quarteto, quinteto, orquestra), consolidando, assim, uma maneira de expor ideias musicais e impressões sobre a vida com “o coração na ponta dos dedos.”
Hoje, anos depois de adicionar duas cordas extras, 10 no total, reinventa o bandolim e liberta o emblemático instrumento brasileiro do legado de algumas de suas influências e gêneros. O aumento do número de cordas, aliado à velocidade de solos e improvisos, inspira uma nova geração a se aproximar do Bandolim e de conceber formações com uma nova instrumentação. Se é jazz, samba, rock, pop, lundu ou choro, não mais importa. Nos EUA, a imprensa logo o apelidou de “Jimmy Hendrix do bandolim”.
A busca de Hamilton não é pelo novo, e sim por uma música focada na beleza e na espontaneidade. Diante dele, existe um novo mundo cheio de possibilidades. Seu norte é “Moderno é Tradição”, e o importante não é passado, nem futuro, mas sim, a intercessão onde esses dois se confundem, a vida no momento presente, no “é”, no aqui e agora. Ao lado de seu empresário/parceiro artístico, Marcos Portinari, juntos nesses 11 anos, as ideias fervilham, fluem livremente, e os projetos não param.
Hamilton é um músico de estilo único. Passeia por diversos gêneros tendo o bandolim como aglutinador de ideias. O choro é sua primeira referência, seu primeiro repertório era composto por músicas de Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Ernesto Nazareth, entre outros. A atmosfera sem raízes na Brasília onde cresceu o fez se apropriar das mais diferentes tradições culturais com muito samba, frevo, bossa nova, Jazz entre outros... A Música Popular Brasileira é a sua matriz desde o início. A paixão e comprometimento com essa herança musical nacional é tão grande que, a partir de sua iniciativa, no ano 2000 foi criado o Dia Nacional do Choro, que é comemorado todo dia 23 de abril, data de nascimento de Pixinguinha.
Ingressos
www.eventim.com.br/artist/boscoeholanda

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