Álbum cinquentenário em que Gal Costa canta Dorival Caymmi gera show que festejará na Bahia os 81 anos da artista

A cantora Lavínia faz em Salvador (BA), em 25 de setembro, show inspirado pelo álbum 'Gal canta Caymmi', lançado em 1976, há 50 anos Divulgação ♫ NOTÍC...

Álbum cinquentenário em que Gal Costa canta Dorival Caymmi gera show que festejará na Bahia os 81 anos da artista
Álbum cinquentenário em que Gal Costa canta Dorival Caymmi gera show que festejará na Bahia os 81 anos da artista (Foto: Reprodução)

A cantora Lavínia faz em Salvador (BA), em 25 de setembro, show inspirado pelo álbum 'Gal canta Caymmi', lançado em 1976, há 50 anos Divulgação ♫ NOTÍCIA ♬ Disco que completa 50 anos em 2026 sem perda da relevância e do viço, “Gal canta Caymmi” foi o primeiro álbum de Gal Costa a obter vendas satisfatórias ao ser lançado em abril de 1976, em edição da gravadora Philips, no rastro do sucesso da gravação de “Modinha para Gabriela” (1975) feita pela cantora para a trilha sonora original da novela “Gabriela” (1975), exibida pela TV Globo no ano anterior. Consta que o álbum teria ultrapassado as 100 mil cópias vendidas no ano do lançamento. Como o título “Gal canta Caymmi” já revela, o disco é songbook do compositor baiano Dorival Caymmi (30 de abril de 1914 – 16 de agosto de 2008) na voz cristalina da cantora nascida Maria da Graça Costa Penna Burgos (26 de setembro de 1945 – 9 de novembro de 2022) há 81 anos. A propósito, na véspera do 81º aniversário da artista, a cantora Lavínia reapresenta no Teatro Cambará, na Casa Rosa, em Salvador (BA), cidade natal de Gal, show inspirado pelo álbum cinquentenário de 1976. Orquestrado sob direção artística do cantor e compositor pernambucano Otto, o espetáculo “Lavínia em Gal canta Caymmi” chega à Bahia em 25 de setembro dois meses após a estreia na cidade de São Paulo (SP), em julho. Na companhia de banda que inclui cordas, sopros e teclados, Lavínia cantará músicas como os sambas “Rainha do mar” (1939), “Vatapá” (1942), “Festa de rua” (1949) e “Dois de fevereiro” (1957) e os sambas-canção “Nem eu” (1952) e “Só louco” (1955), entre outros standards abordados por Gal no álbum nascido do tino comercial de Roberto Menescal, então no posto de diretor artístico da gravadora Philips, a companhia fonográfica mais importante do Brasil na época pelo elenco estelar que reuniu a nata da MPB nos anos 1970 (somente Milton Nascimento era da concorrente EMI-Odeon). Foi de Menescal a ideia do songbook gravado por Gal em 1975, sob direção musical do produtor e guitarrista Perinho Albuquerque (1946 – 2025), com arranjos divididos entre o próprio Perinho Albuquerque e João Donato (1934 – 2023). Com dez músicas, o álbum “Gal canta Caymmi” foi formatado com os toques de instrumentistas do naipe de Antonio Adolfo, Dominguinhos (1941 – 2013), Luizão Maia (1949 – 2005), Novelli, Paulinho Braga e Roberto Menescal. Esses grandes músicos armaram a cama perfeita para Gal Costa cantar Dorival Caymmi com sofisticação sem perder a pegada popular de um cancioneiro que atravessa gerações pela beleza atemporal que eterniza, tanto as músicas quanto o disco de 1976. Capa do álbum 'Gal canta Caymmi' (1976), de Gal Costa Thereza Eugenia