Chuva nos 7 dias de Rock in Rio supera média de todo o mês de setembro no Rio

Capas de chuva ajudaram a proteger durante o Rock in Rio Cristina Boeckel/ g1 Os sete dias de Rock in Rio registraram mais chuva do que a média para todo o mê...

Chuva nos 7 dias de Rock in Rio supera média de todo o mês de setembro no Rio
Chuva nos 7 dias de Rock in Rio supera média de todo o mês de setembro no Rio (Foto: Reprodução)

Capas de chuva ajudaram a proteger durante o Rock in Rio Cristina Boeckel/ g1 Os sete dias de Rock in Rio registraram mais chuva do que a média para todo o mês de setembro na cidade do Rio de Janeiro. Dados do Sistema Alerta Rio, da prefeitura da capital fluminense, mostram que a estação meteorológica instalada no Parque Olímpico, na Zona Sudoeste, onde fica a Cidade do Rock, acumulou 81 milímetros de chuva durante o festival. O volume supera a média de setembro para o local, que é de 80,3 mm. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Confira a previsão do tempo completa para o Rio de Janeiro Dos sete dias de evento, apenas o primeiro, em 4 de setembro, não registrou chuva. Nos demais, houve precipitação em diferentes intensidades. Mãe e filhos curtem Rock in Rio mesmo com a chuva: "Não somos feitos de açúcar" Confira os volumes registrados: Primeira semana 4 de setembro: 0 mm 5 de setembro: 4,2 mm 6 de setembro: 36,2 mm 7 de setembro: 15,2 mm Segunda semana 11 de setembro: 10,8 mm 12 de setembro: 2,2 mm 13 de setembro: 12,4 mm Frentes frias Fãs de música redobraram cuidado com a chuva forte durante o Rock in Rio Cristina Boeckel/ g1 O El Niño, fenômeno climático importante, tem influência sobre a chuva que vem acontecendo no Rio de Janeiro. No entanto, é importante esclarecer que o fenômeno não provocou a chuva diretamente. “A chuva que vem acontecendo no Rio de Janeiro foi provocada pela passagem de duas frentes frias importantes. Entre elas, a chuva que aconteceu foi provocada majoritariamente por instabilidades que se formaram sobre os estados do Paraná e São Paulo, e chegaram até o Rio de Janeiro”, afirmou a meteorologista Hana Silveira. Com chuva em seis dos sete dias de festival, as capas impermeáveis se tornaram item indispensável para o público. Como guarda-chuvas não eram permitidos na Cidade do Rock, muitos espectadores precisaram recorrer às capas para enfrentar o tempo instável. Ainda assim, algumas pessoas tentaram entrar com os objetos e tiveram de deixá-los na área de revista. Guarda-chuva descartado em lata de lixo na entrada do Rock in Rio Cristina Boeckel/ g1 'A chuva foi um dos nossos artistas' Durante o balanço do festival realizado no domingo (13), a vice-presidente da Rock World, organizadora do evento, Roberta Medina, afirmou que a sequência de dias chuvosos influenciou o comportamento do público e aumentou a interação com as atrações. Segundo ela, muitos espectadores evitaram usar os celulares por medo de danificá-los e acabaram aproveitando mais os shows e atividades do evento. “A chuva foi um dos nossos artistas este ano. Quis estar presente o tempo todo, foi a principal. A gente passa três meses pensando no look para chegar aqui e estar fantasiado de capa de chuva”, brincou. Organização do Rock in Rio 2026 faz balanço do evento Thaís Espírito Santo / g1 Ao comentar os transtornos causados pelas precipitações, Roberta disse que situações como poças d'água fazem parte de eventos ao ar livre e que não é possível controlar a ação do tempo. “Há 40 anos a poça era de lama. Acho que a poça está tudo bem. Faz parte da nossa vida. Se a gente anda na rua, tem poça. Não dá para viver uma experiência de 100 mil pessoas em um festival, em nenhum festival, a não ser que você vá para uma arena fechada. São experiências distintas”, afirmou. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop. Poça causada pela chuva em frente ao Palco Sunset do Rock in Rio Cristina Boeckel/ g1